quinta-feira, julho 01, 2010

A CONSTRUÇÃO DO REAL FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA

A CONSTRUÇÃO DO REAL FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA

A construção do Real Forte do Príncipe da Beira foi uma conseqüência direta do Ciclo do Ouro e marcou o primeiro processo de colonização do espaço físico que constitui o Estado de Rondônia. Sua pedra fundamental foi lançada em 20 de junho de 1776, sob a chefia do intendente Domingos Sambucetti, engenheiro italiano a serviço da Coroa portuguesa, falecido em 1780, vítima de malária. Em seu lugar assumiu o capitão José Pinheiro de Lacerda, substituído em 1781 pelo sargento-mor do Real Corpo de Engenheiros do Exército português, Ricardo Franco d’Almeida Serra.
Chefe da 3ª Comissão Demarcadora de Limites, encarregada de demarcar as novas fronteiras amazônicas entre os domínios de Portugal e Espanha, o sargento-mor Ricardo Franco d’Almeida Serra cumpria mais uma de suas missões, quando, após percorrer os rios Negro e Mauá, recebeu ordens para juntar-se á expedição de Francisco José Lacerda Almeida, que vinha de Barcelos, percorrendo os rios Mamoré e Guaporé. Essa expedição destinava-se a concluir as obras do Real Forte do Príncipe da Beira e era composta pelos engenheiros Joaquim José Ferreira e Antônio Pires da Silva Pontes, que ficaram sob seu comando.
Apesar de não estar totalmente concluído, o Real Forte do Príncipe da Beira foi inaugurado em 31 de agosto de 1783. Esta fortaleza é uma obra arquitetônica construída no sistema Vauban ( Sebastian Lê Préte, conde de Vauban ) ou de baluartes, que utiliza o tipo de fortificação de bastiões, num quadrado de 970 metros de perímetro. Em suas muralhas de dez metros de altura destacam-se quatro baluartes protegidos por catorze canhoneiras em cada um.

Um profundo fosso aberto ao seu redor servia para proteger o Forte do avanço de inimigos por terra. O único acesso ao seu interior era feito através de uma ponte elevadiça, com três metros de comprimento, no setor norte de sua muralha. Em suas dependências foram construídos alojamentos para oficiais e praças, uma capela, armazém, paiol e uma cadeia.
A cal de pedra necessária para sua edificação foi trazida inicialmente de Belém do Pará, através dos rios Amazonas e Madeira, seguindo daí por terra, num difícil percurso de 1.500 quilômetros. Posteriormente, essa matéria-prima passou a vir de Corumbá, no Grosso, subindo os rios Paraguai, Jauru e Guaporé. Em suas obras trabalharam Mato duzentos operários especializados, entre carpinteiros, pedreiros e artífices, contratados no Rio de Janeiro e em Belém do Pará, centenas de índios, além de mil negros escravos. Sua guarnição militar somente foi acantonada em março de 1784, e a principal artilharia, formada por quatro canhões calibre 24, feitos de bronze, somente foi enviada de Belém em 1825, e levou cinco anos para chegar ao destino. O primeiro comandante do Real Forte do Príncipe da Beira foi o capitão de Dragões José Mello de Souza Castro e Vilhena, oficial português desterrado para o Mato Grosso, que servia na Companhia de Goiás. A denominação Príncipe da Beira foi dada em homenagem a D. José Francisco Xavier de Paula Domingos Antônio Agostinho Anastácio, príncipe da Beira, importante província portuguesa.
A construção do Real Forte do Príncipe da Beira ocorreu durante o governo do capitão-general Luiz Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, que havia substituído a Luiz Pinto de Souza Coutinho no governo da capitania de Mato Grosso. Seu principal objetivo, assim como o de outros fortes construídos na região, era o de efetivar a política de expansão da Coroa portuguesa, assegurar a posse das terras conquistadas, além de funcionar como posto avançado de vigilância e combate na defesa dos interesses de Portugal, do avanço militar e da cobiça espanhola, funcionando também com feitoria.
Segundo Emanuel Pontes Pinto, o Forte foi construído sobre um quadrado de mais ou menos 119 metros, com quatro baluartes do estilo francês. Cada qual com 14 canhões montados em suas muralhas. No interior são 14 residências destinadas aos Comandantes e Oficiais, além de capela, armazém, depósito, alojamento para os soldados, prisão e poço. Ali, ao lado do fosso, estão as residências para os soldados.
O Forte foi erguido por ordem do Rei de Portugal D. José I, em substituição ao antigo Fortim de Conceição que no ano de 1771, foi inundado por uma grande enchente do Rio Guaporé, sendo reconstruído em 1772, com a mudança do nome para Forte de Bragança. A pedra fundamental da futura fortaleza foi colocada no dia 20 de junho de 1776. Seu primeiro Comandante foi o Capitão de Dragões é José de Melo de Souza Castro e Vilhena.

4 comentários:

marcos alex disse...

gostei da historia super 10

laiza de freitas disse...

nossa que bom saber um pouco mais da nossa histoeia!!!!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Vlw , boa pesquisa pro meu trabalho de Historia de Rondonia ;)

Anônimo disse...

nossa muito bom saber mais sobre a nossa cidade muito obrigado ajudou muito mesmo